Elliott on Congruence
Robert Elliott é co-autor com L. Greenberg e outros, da Terapia Processual-experiencial, focada nas emoções. Colabora com a Sociedade na Especialização em Psicoterapia, através do treino em TPE/EF. Em Fevereiro de 2010 visitou-nos em Lisboa para um workshop de 2 dias.
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Robert Elliott – Formas de Congruência
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ShareCongruência significa, apenas, correspondência, há algo que corresponde. Há uma congruência entre o que estamos a experienciar e como nos apresentamos ao mundo – a isto chamo transparência ou self-disclosure [auto-revelação]. Bom, isto é um tipo de congruência. Há, depois, outro tipo de congruência relacionada com o facto de haver, ou não, correspondência entre o que alguém pensa que está a experimentar e o que realmente está a experimentar. Portanto, se alguém disser a si mesmo “Eu não estou zangado”, mas na verdade arde de raiva por dentro, neste caso não existe congruência – que eu prefiro designar por autenticidade –, não existe correspondência entre a experiência interna, sentida no corpo, e o que a pessoa pensa acerca de si mesma. Portanto, este segundo tipo de congruência tem mais a ver com a autenticidade. Mas há outra questão: quanto é que eu revelo de mim em termos de self-disclosure? Quão transparente sou para as outras pessoas? Isso vai depender da situação, do que for mais apropriado. Se eu revelar algo de mim, enquanto psicoterapeuta ou terapeuta, é sempre para apoiar o trabalho terapêutico em que estamos envolvidos. Nunca revelo nada só por revelar. E certamente quero que seja muito claro para mim qual o ponto de partida daquilo que estou a experienciar. Se estiver a sentir-me irritado com o meu cliente isto é, certamente, sinal de que se está a passar outra coisa qualquer, não é verdade? A não ser que ele me esteja a destruir a mobília. Mas normalmente, se estou irritado com o cliente é porque começo a ficar ansioso por não estar a ser capaz de o ajudar, ou então, porque me sinto triste porque estamos a perder uma oportunidade. Há ali emoção – a que chamo emoção adaptativa primária – e a minha irritação é uma reacção emocional secundária a isso, a esta outra coisa que se está a passar, e que é mais básica. Sendo assim, se opto por revelar uma emoção ao meu cliente quero ter a certeza de que se trata de uma emoção adaptativa primária, uma emoção que diga algo de real acerca do que se está a passar, e que não seja apenas uma reacção que estou a ter.
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